domingo, 27 de março de 2011

Teoria da deriva - Internacional Situacionista





Ao contrário dos arquitetos modernos, que acreditavam em um primeiro momento, que a arquitetura e o urbanismo poderiam mudar a sociedade , os situacionistas chegaram a uma convicção de que a sociedade deveria mudar a arquitetura e o urbanismo.
A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. A deriva analisa os efeitos do meio urbano nas condições emocionais e psicológicas do ser humano e seu grande objetivo é transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade, de forma que esta última se torne um total onde todos os indivíduos que a compõem são agentes construtores.
As idéias, formuladas pela Internacional Situacionista entre as décadas de 1950 e 1970, levam em conta que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida. Sendo assim torna-se necessário inverter esta perspectiva, tornando a cidade um espaço para a libertação do ser humano.

Guy Debord

A deriva tem Guy Debord como um dos seus maiores entusiastas e estudiosos. Este autor formulou o início da Teoria da Deriva em 1958 e publicou na então Revista Internacional Situacionista. Desde então estudiosos, acadêmicos ou não, experimentam e estudam essa teoria.

Fonte de pesquisa:
deriva.com.br
wikipedia.com 



Retratando Thaís Bastos


Esta foto foi tirada com a intenção de destacar o olhar expressivo da Thaís. Nela eu usei as seguintes ferramentas: clone stamp tool, contrast, brightness, levels, exposure. Minha intenção foi deixá-la o mais natural possível, por isso usei apenas ferramentas de correção e de iluminação da foto.

A foto original:


O Parcour


O Parcour é conhecido como a arte do deslocamento, como uma atividade na qual supera-se obstáculos. Nele a locomoção não deve ser apenas ágil e eficiente, mas também deve ser feita da maneira mais energeticamente econômica, e de forma à evitar lesões de curto e longo prazo. Devido a isso, um dos lemas é “être et durer”  (ser e durar). Homens que praticam parcour são reconhecidos como traceur e mulheres como traceuses. Que são substantivos derivados do verbo “tracer” que normalmente significa "traçar", sendo também traduzido como "ir rápido".




Embora muitos utilizem o artigo “Le” antes, o nome da prática é denominada Parkour (ou parcour no português). Nessa atividade é interessante a forma como os praticantes acolhem os novos interessados sem qualquer custo. Para quem deseja praticar o parcour, basta encontrar um grupo e aprender com quem já sabe. Também é possível aprender através da internet, com vídeos e textos de quem já pratica.

Abaixo temos um preview de um documentário por Kaspar Astrup Schröder sobre o movimento no espaço urbano. A intenção do documentário é mostrar como variadas artes do movimento (dentre elas o Parkour) lidam com o ambiente urbano a sua volta, como interagem e modificam a percepção do espaço urbano. O documentário traz diversos pontos de vista como o de arquitetos, políticos e filósofos.




Fontes de pesquisa: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Parkour
http://www.parkour.com.br/



sábado, 26 de março de 2011

"O Flâneur"

A palavra flâneur (do francês: andarilho, vadio) é derivado do verbo flâner (passear sem pressa, sem objetivo).  Devido à proximidade e intimidade com as ruas e seus componentes, o flâneur percebe detalhes no ambiente urbano que não são percebidos pelos passantes apressados. Sendo assim, tem uma experiência rica com o  ambiente urbano, observando-o e considerando a rua como o seu lar, onde se sente confortável e protegido.     



Charles-Pierre Baudelaire, poeta e crítico francês, nasceu em Paris em 9 de abril de 1821. Baudelaire move-se de acordo com sua  profunda instabilidade interior, o que  torna sua produção uma alma vertiginosa. Sua realidade é atormentada por causa da degradação da vivência moderna. Essa realidade aguda se reflete em sua poesia desesperadamente inquieta, tornando-o uma ameaça ao conformismo.
 Charles Baudelaire deu um significado derivado do flâneur: "uma pessoa que anda na cidade, a fim de experimentá-la”. A idéia do flâneur acumulou significado importante como um referencial para a compreensão de fenômenos urbanos e modernidade.
“Não estaria ele acostumado a reinterpretar a imagem da cidade, por toda parte, em razão das suas constantes andanças? Não transformaria ele a passagem em um cassino, em um salão de jogos [...]” (Benjamin , Walter – Passagens). 
O cenário inicial do flâneur era a Paris do século XIX. O filósofo Walter Benjamin acreditava no desaparecimento do poeta flâneur com as transformações das grandes cidades. Porém rapidamente o incômodo da industrialização afetou outras cidades, e hoje temos representantes dessa angústia no mundo inteiro.


Fontes de pesquisa:
http://www.webartigos.com/articles/1285/1/Trilhando-Dialogos-Com-Baudelaire/pagina1.html#ixzz1HilJyuds
http://stellaarquitetura.blogspot.com/2009/12/flaneur.html
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/23/artigo178983-3.asp