quarta-feira, 30 de março de 2011

Performance

Na imagem: Flávio de Carvalho, um dos pioneiros da performance no Brasil. Utilizou o próprio corpo como manifestação artística.
A Performance é uma forma de manifestação artística que pode combinar elementos do teatro, das artes visuais e da música. 
Normalmente, não há participação do público. Em geral, segue um "roteiro" previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros - através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos - para se tornar conhecida do público. 

Cada vez mais as obras articulam diferentes modalidades de arte - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. - desafiando as classificações habituais e colocando em questão a própria definição de arte. As relações entre arte e vida cotidiana, assim como o rompimento das barreiras entre arte e não-arte constituem preocupações centrais para a performance.

A estátua viva é um exemplo de performance: 

domingo, 27 de março de 2011

Flash Mob

Pillow fight na Praça da liberdade -BH

Flash mobilization, que foi abreviado para “Flash mob” significa mobilização rápida. Um grupo de pessoas se reúnem em algum lugar público e corriqueiro afim de realizar um ação previamente organizada e inusitada. Para efeitos de impacto, a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade. Em geral são organizados pela internet, com pessoas que nunca se viram pessoalmente ou mesmo que tenham se falado online.

Este é um vídeo de flash mob brasileiro que eu achei interessante, prinicipalmente por sua descrição no Youtube:

‘SAMPAMOBDANCE’... Uma intervenção, um movimento coreográfico que fez São Paulo parar...
Cidade de São Paulo, marco zero, ano de 2009, todos estão ocupados com seus afazeres, na correria dessa grande metrópole Brasileira....misturados ao barulho das buzinas, motores de carros, turistas, evangélicos, camelôs, moradores de rua e trabalhadores vindos de todas as partes do Brasil , ... 
A prospera Babilônia onde o único lema é "São Paulo não pode parar", movimenta-se gerando descontração e inclusão. Todos param por alguns minutos para celebrar a alegria de simplesmente estar presente, dançando, divertindo-se e recarregando as baterias D'alma... 
O PRESENTE NADA MAIS É DO QUE O PASSADO SE MOVIMENTANDO EM DIREÇÃO AO FUTURO.


Fontes: gordonerd.com
Youtube.com




Teoria da deriva - Internacional Situacionista





Ao contrário dos arquitetos modernos, que acreditavam em um primeiro momento, que a arquitetura e o urbanismo poderiam mudar a sociedade , os situacionistas chegaram a uma convicção de que a sociedade deveria mudar a arquitetura e o urbanismo.
A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. A deriva analisa os efeitos do meio urbano nas condições emocionais e psicológicas do ser humano e seu grande objetivo é transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade, de forma que esta última se torne um total onde todos os indivíduos que a compõem são agentes construtores.
As idéias, formuladas pela Internacional Situacionista entre as décadas de 1950 e 1970, levam em conta que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida. Sendo assim torna-se necessário inverter esta perspectiva, tornando a cidade um espaço para a libertação do ser humano.

Guy Debord

A deriva tem Guy Debord como um dos seus maiores entusiastas e estudiosos. Este autor formulou o início da Teoria da Deriva em 1958 e publicou na então Revista Internacional Situacionista. Desde então estudiosos, acadêmicos ou não, experimentam e estudam essa teoria.

Fonte de pesquisa:
deriva.com.br
wikipedia.com 



Retratando Thaís Bastos


Esta foto foi tirada com a intenção de destacar o olhar expressivo da Thaís. Nela eu usei as seguintes ferramentas: clone stamp tool, contrast, brightness, levels, exposure. Minha intenção foi deixá-la o mais natural possível, por isso usei apenas ferramentas de correção e de iluminação da foto.

A foto original:


O Parcour


O Parcour é conhecido como a arte do deslocamento, como uma atividade na qual supera-se obstáculos. Nele a locomoção não deve ser apenas ágil e eficiente, mas também deve ser feita da maneira mais energeticamente econômica, e de forma à evitar lesões de curto e longo prazo. Devido a isso, um dos lemas é “être et durer”  (ser e durar). Homens que praticam parcour são reconhecidos como traceur e mulheres como traceuses. Que são substantivos derivados do verbo “tracer” que normalmente significa "traçar", sendo também traduzido como "ir rápido".




Embora muitos utilizem o artigo “Le” antes, o nome da prática é denominada Parkour (ou parcour no português). Nessa atividade é interessante a forma como os praticantes acolhem os novos interessados sem qualquer custo. Para quem deseja praticar o parcour, basta encontrar um grupo e aprender com quem já sabe. Também é possível aprender através da internet, com vídeos e textos de quem já pratica.

Abaixo temos um preview de um documentário por Kaspar Astrup Schröder sobre o movimento no espaço urbano. A intenção do documentário é mostrar como variadas artes do movimento (dentre elas o Parkour) lidam com o ambiente urbano a sua volta, como interagem e modificam a percepção do espaço urbano. O documentário traz diversos pontos de vista como o de arquitetos, políticos e filósofos.




Fontes de pesquisa: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Parkour
http://www.parkour.com.br/



sábado, 26 de março de 2011

"O Flâneur"

A palavra flâneur (do francês: andarilho, vadio) é derivado do verbo flâner (passear sem pressa, sem objetivo).  Devido à proximidade e intimidade com as ruas e seus componentes, o flâneur percebe detalhes no ambiente urbano que não são percebidos pelos passantes apressados. Sendo assim, tem uma experiência rica com o  ambiente urbano, observando-o e considerando a rua como o seu lar, onde se sente confortável e protegido.     



Charles-Pierre Baudelaire, poeta e crítico francês, nasceu em Paris em 9 de abril de 1821. Baudelaire move-se de acordo com sua  profunda instabilidade interior, o que  torna sua produção uma alma vertiginosa. Sua realidade é atormentada por causa da degradação da vivência moderna. Essa realidade aguda se reflete em sua poesia desesperadamente inquieta, tornando-o uma ameaça ao conformismo.
 Charles Baudelaire deu um significado derivado do flâneur: "uma pessoa que anda na cidade, a fim de experimentá-la”. A idéia do flâneur acumulou significado importante como um referencial para a compreensão de fenômenos urbanos e modernidade.
“Não estaria ele acostumado a reinterpretar a imagem da cidade, por toda parte, em razão das suas constantes andanças? Não transformaria ele a passagem em um cassino, em um salão de jogos [...]” (Benjamin , Walter – Passagens). 
O cenário inicial do flâneur era a Paris do século XIX. O filósofo Walter Benjamin acreditava no desaparecimento do poeta flâneur com as transformações das grandes cidades. Porém rapidamente o incômodo da industrialização afetou outras cidades, e hoje temos representantes dessa angústia no mundo inteiro.


Fontes de pesquisa:
http://www.webartigos.com/articles/1285/1/Trilhando-Dialogos-Com-Baudelaire/pagina1.html#ixzz1HilJyuds
http://stellaarquitetura.blogspot.com/2009/12/flaneur.html
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/23/artigo178983-3.asp