A palavra flâneur (do francês: andarilho, vadio) é derivado do verbo flâner (passear sem pressa, sem objetivo). Devido à proximidade e intimidade com as ruas e seus componentes, o flâneur percebe detalhes no ambiente urbano que não são percebidos pelos passantes apressados. Sendo assim, tem uma experiência rica com o ambiente urbano, observando-o e considerando a rua como o seu lar, onde se sente confortável e protegido.
Charles-Pierre Baudelaire, poeta e crítico francês, nasceu em Paris em 9 de abril de 1821. Baudelaire move-se de acordo com sua profunda instabilidade interior, o que torna sua produção uma alma vertiginosa. Sua realidade é atormentada por causa da degradação da vivência moderna. Essa realidade aguda se reflete em sua poesia desesperadamente inquieta, tornando-o uma ameaça ao conformismo.
Charles Baudelaire deu um significado derivado do flâneur: "uma pessoa que anda na cidade, a fim de experimentá-la”. A idéia do flâneur acumulou significado importante como um referencial para a compreensão de fenômenos urbanos e modernidade.
“Não estaria ele acostumado a reinterpretar a imagem da cidade, por toda parte, em razão das suas constantes andanças? Não transformaria ele a passagem em um cassino, em um salão de jogos [...]” (Benjamin , Walter – Passagens).
O cenário inicial do flâneur era a Paris do século XIX. O filósofo Walter Benjamin acreditava no desaparecimento do poeta flâneur com as transformações das grandes cidades. Porém rapidamente o incômodo da industrialização afetou outras cidades, e hoje temos representantes dessa angústia no mundo inteiro.
Fontes de pesquisa:
http://www.webartigos.com/articles/1285/1/Trilhando-Dialogos-Com-Baudelaire/pagina1.html#ixzz1HilJyuds
http://stellaarquitetura.blogspot.com/2009/12/flaneur.html
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/23/artigo178983-3.asp